2026 será um ano no qual a inteligência artificial deixará de ser um diferencial e passará a ser uma necessidade para as marcas que desejam crescer e se manter relevantes. No entanto, os dados mostram que a maioria dos líderes de marketing ainda se sente despreparada para integrar a IA de forma estratégica.
De acordo com um relatório recente da Kantar, olhando para os próximos três a cinco anos, o consenso entre líderes de marketing entrevistados é de que essa tecnologia será um divisor de águas, com os entrevistados classificando seu impacto em 9 de 10 em média.
Mas a preparação das organizações está atrasada, com a maioria admitindo que ainda não está totalmente pronta para a IA (média de 4,9, numa escala máxima de 10 pontos).
Isso revela uma janela de oportunidade: ainda há tempo para investir, aprender e experimentar, desde que o caminho seja trilhado com responsabilidade, dados de qualidade e uma cultura de inovação contínua.
Tendências de IA em 2026
A tecnologia, por si só, não substitui o fator humano. Cerca de 24% dos usuários de IA já utilizam um assistente de compras alimentado por IA. Mas mesmo com o avanço dos assistentes virtuais e recomendações automatizadas, a decisão final de compra e a construção de relacionamentos autênticos continuam sendo protagonizadas por pessoas.
À medida que as pessoas passam a instruir agentes para pesquisar produtos e influenciar suas compras, as marcas precisarão atender ativamente esses “consumidores não humanos”, ao mesmo tempo em que continuam a persuadir e entreter humanos pelos canais tradicionais.
Afinal, se o modelo não conhece você, ele não escolhe você. O CMO precisará garantir que suas marcas estejam presentes em conteúdos nos quais os modelos de IA aprendem. Assim, quando as pessoas pedirem uma recomendação — seja de receita, tutorial ou avaliação — a marca certa aparecerá.
Isso exigirá foco em Generative Engine Optimisation (Otimização para Motores Generativos ou GEO) como parte da estratégia de marketing: as marcas mais fortes serão aquelas que moldarem a narrativa contada pela IA.
Outra forma como o marketing irá utilizar a inteligência artificial em 2026 será para ampliar audiências por meio de amostras sintéticas, aprofundando seu conhecimento sobre suas audiências para que possam planejar melhor.
2026 verá a evolução de tecnologias como “Digital Twins” e “Cohort Boosting”, além da rápida integração de texto, voz, imagem e realidade virtual (VR). Para se preparar, as organizações precisarão desenvolver capacidades robustas, fortes salvaguardas e trabalhar com parceiros de confiança.
Por fim, os profissionais de marketing utilizarão a IA para ampliar seu potencial criativo. Em 2025, 74% dos profissionais de marketing já se sentiam empolgados com a IA generativa. O próximo passo é usá-la onde realmente importa. CMOs devem testar e aprender para garantir que suas criações chamem atenção, despertem emoção e influenciem a intenção de compra. Isso exige conjuntos de dados de alta qualidade para eficácia criativa e um toque humano para trazer autenticidade.