Como crescer quando os compradores estão priorizando seus gastos?

Os consumidores da América Latina estão aderindo a dois comportamentos: redução do volume de compra e mudança de canais
29 junho 2022
consumo fmcg ci latam
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Cecilia
Alva

Directora de Clientes y New Business Latam

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Os consumidores da América Latina estão adotando dois comportamentos: reduzir o volume de compra e mudar de canais

Globalmente estamos passando por um período de instabilidade financeira, mas nem todas as regiões do mundo têm a mesma reação interna. Nas economias avançadas, estima-se que 50% da inflação tenha sido impulsionada pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Na América Latina, onde a pressão de preços está crescendo, 20% está associado a esse fator. Isso também significa menos poder aquisitivo para as famílias dessa região: 100 dólares hoje compram 20% menos FMCG do que há dois anos.

É notório que a América Latina tem alto desemprego, informalidade e, diferentemente da Europa ou dos EUA, a grande maioria dos consumidores não acumulou reservas durante o período de isolamento que poderiam ajudá-los a enfrentar a escalada de preços agora.

Em tempos de crise, a cesta de FMCG torna-se uma parte importante dos gastos das famílias. Esta tendência é ainda mais acentuada neste contexto.

porporção de gastos por casa

Com isso, é natural que os consumidores busquem racionalizar seus gastos, a partir de uma priorização de cestas e, sobretudo, da escolha de canais.

Mudança nos hábitos de consumo

Embora todo mundo racionalize, em cada ritmo econômico da região, observam-se hábitos mais ou menos intensificados. Como é o caso do tamanho do carrinho de compra, que é reduzido na mesma proporção em que uma economia sofre. Também a mudança de canais, que se observa na maior parte da América Latina. Veja o exemplo do México, que tem uma situação melhor da economia, onde 60% dos lares se dizem mais cautelosos, sem fazer compras não planejadas. E os brasileiros e colombianos, que têm um ambiente de mais pressão, dizem que buscam mais promoções e fazem mais mudanças de marca.

Com relação ao aumento do perfil omnichannel, em média os latino-americanos adicionaram 1 canal ao seu mix versus o pré-pandemia, o que torna seus gastos fragmentados. Cada visita é mais importante, pois ocorre com menos frequência e custa menos. Dois tipos de canais se beneficiam, em primeiro lugar, aqueles em que são feitas compras maiores ou de abastecimento – que oferecem um amplo sortimento e melhores preços.

Depois aqueles que são para aquisições de necessidades específicas, como Farmácias, Lojas de Conveniência, Especializadas e Online. Eles representam um crescimento de 15% nas compras na América Latina. Isso porque esses pontos de venda agregam mais visitas, impulsionados por novas categorias que não são as básicas.

analises de los canales

Com esses novos comportamentos, a compra fica mais fragmentada entre os pontos de venda. Por isso, é fundamental que a indústria e o varejo entendam esta dinâmica e se posicionem bem em cada um dos formatos de produto e tipo de compra realizada.

 
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